A Agricultura Brasil x EUA

A Agricultura Brasil x EUA

20/04/2017 16:18:14    |    Agricultura
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            Nos EUA, na região do “Corn Belt” (Cinturão do Milho) a topografia e a fertilidade do solo é impressionante exigindo-se, no entanto um processo de drenagem. O clima favorece pela distribuição de chuvas na época certa e no inverno o frio favorece a aeração mantendo a temperatura dos grãos armazenador mais baixo e umidade mais elevada e desfavorece o desenvolvimento de pragas.

            O quadro seguinte mostra as estimativas da situação de soja feitas pela USDA (equivalente ao Ministério da Agricultura).         

No caso do milho, a previsão da USDA para a safra 2016/2017 é mostrado como se segue:

A previsão para a safra norte-americana de milho foi mantida em 384,78 milhões de toneladas. O mesmo foi feito com as estimativas para o consumo interno – 314,85 milhões – e para as exportações do país – 56,62 milhões de toneladas. O estoques também tiveram a estimativa mantida em 58,93 milhões de toneladas.

O USDA reajustou a estimativa para a produção de milho do Brasil. O número passou de 91,5 milhões para 93,5 milhões de toneladas. “A produção do Brasil foi reajustada para cima com a projeção de maior área na segunda safra. Os dados mais recentes do governo indicam um aumento acima do esperado tanto no Centro-Oeste quanto no Norte”, explica o relatório do USDA.

            Outras características da agricultura nos EUA, principalmente no Meio-Oeste americano:

1.    A maioria da agricultura americana é familiar;

2.    Praticamente 100% das fazendas tem seu secador e silos. Desde a década de 1960, os extensionistas rurais dos EUA preconizavam que se não tem sistema de secagem e armazenagem na propriedade, nem plante. Assim, 55% da capacidade estática de armazenagem nos EUA está nas propriedades rurais. Em contrapartida, no Brasil, está em torno de 15%.  Na região Oeste do Canadá, 86% da capacidade estática de armazenagem está em nível de fazenda.

3.     Outra característica: Há muitos anos que não existe mais a máquina de pré-limpeza nos EUA. Esta operação é feita nas colhedoras (que aqui chamam erroneamente de “colheitadeira”). Assim, o agricultor colhe com máximo de 1% de impurezas. No Brasil, apesar de se utilizar as mesmas máquinas, além do fato de “passar” a colhedora no campo, reclamam do problema de vagens cuja solução deve passar para a Engenharia Agrícola resolver.

4.    Praticamente todos os secadores de grãos, a fonte de aquecimento é o gás de petróleo ou natural. A maioria são secadores de fluxo cruzado, com rendimento bastante elevado. Veja este exemplo: Secagem de milho de 25% de umidade para 15% tem secadores com capacidade de 18 a 180 ton/hora, numa só passagem.

5.    O produtor, tem sua carreta e viaja, no máximo, 100km para entregar seu produto, tendo em média até 5 diferentes recebedores de grãos. Normalmente a carreta com caçamba basculante, geralmente feita de alumínio, tem um sistema de lonar e deslonar mecanizado controlado da cabine, e na estrada não se observa derrames de grãos e construída para transporte de grãos a granel.

6.    Há uma tendência de se ter energia elétrica própria total ou parcial pela adoção de energia eólica ou fotovoltaica nas fazendas.

7.    Em termos de infraestrutura logística, os rios Missouri e Mississipi, navegáveis, corta o país de Norte ao Sul desaguando no Golfo do México; estrada de Ferro cruza o País de Norte ao Sul e de Leste ao Oeste e uma incrível rede rodoviária, no caso para movimentação de grãos não só para consumo próprio como para exportação: ao norte com Canadá, ao Oeste para o Oceano Pacífico, ao Sul para o Golfo do México e a Leste para o Oceano Atlântico. 

 

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Professor Tetuo Hara, diretor e consultor técnico do CENTREINAR (Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem) e professor da Universidade Federal de Viçosa.