Depoimentos - Israel

Israel

Depoimento Julio Canela

Sonho, voluntariado e conexões inesquecíveis.

Em julho de 2012 eu tinha um sonho de conhecer Israel e umas economias no bolso. Seria óbvio planejar uma viaje turística, mais por razões religiosas eu desejava ter uma experiência um pouco maior que ver lugares, tirar fotos e comprar souvenir. Encontrei alguns programas de voluntariado e li depoimentos de experiências em kibutz (comunidade auto-subsistente): isso me atraiu por proporcionar contato diário com os cidadãos do estado de Israel (Judeus, Árabes, Judeus imigrantes, Drusos, religiosos, seculares e turistas).

O KPC é muito respeitado em Israel e enviam voluntários a todas as direções: Neguev (deserto), Faixa de Gaza, norte de Israel, Galiléia e etc. A CAEP representa o KPC no Brasil é responsável em tirar muitas dúvidas importantes, além de avaliar o nível de inglês aceitável para o programa e providenciar toda parte burocrática da melhor forma possível.

Apesar de a língua oficial ser o hebraico e árabe, é muito falado devido Israel ter muitos imigrantes e recebe muitos turistas; nos passeios pessoais dá para explorar bastante usando simpatia e com boa comunicação, além de conhecimento prévio sobre o lugar onde for visitar. A interação com os voluntários e com o povo desenvolve habilidade de conversação, além de aumentar o dicionário pessoal; ensinar um pouco e para quem quiser (como foi meu caso) aprender um pouco de hebraico.

Orientado com todos os documentos em mãos, o desembarque em Israel é tranquilo e não muito burocrático para passar pela imigração e receber o visto de permissão de entrada.

Depois do visto você pode ir facilmente ao escritório do KPC de trem, ônibus ou táxi. No escritório é importante você já ter pesquisado sobre alguns kibutzim, caso possa escolher aonde ir. O transporte em Israel é excelente, tive que pegar 4 ônibus para chegar ao meu Kibutz e não tive problema algum. O escritório dá uma carta de recomendação para o coordenador de voluntários do kibutz que já havia feito uma solicitação prévia para o staff do KPC.

Cada kibutz tem suas próprias formas de desenvolvimento econômico, os trabalhos podem sem diversos, além dos coordenadores serem responsáveis pelo direcionamento e satisfação de cada voluntário comprometido com o programa. A adaptação é necessária desde as rotinas e normas para que se viva bem esta  experiência. Disciplina é importante, sendo a contribuição dos  voluntários  muito apreciada pelas pessoas do kibutz.

Depois do trabalho os momentos de folga são incríveis na interação com outros voluntários (no meu eu convivi com pessoas de 21 países), aprendendo sobre outras culturas, línguas e possibilitando amizades incríveis.

No kibutz que estive, mensalmente tivemos viagens de voluntários (voltrip) para conhecer lugares em Israel, acompanhado de guia e com  muita diversão. Há também em cada semestre um seminário para voluntários da KPC e encontro de voluntários num kibutz anfitrião (escolha aleatória).

As folgas são ótimas oportunidades explorarem lugares, pois em Israel pode se chegar a qualquer lugar de ônibus ou de trem. Fui a quase todos os lugares que desejei, também foi importante levar uma grana extra e economizar em outras coisas para poder viver isso. Dormir em Hostel, comer comida simples e barata, pegar carona e acampar são opções possíveis e econômicas nestes passeios. Caso tenha planos para a Europa, depois do voluntariado  é uma ótima oportunidade econômica em voos.

Ser voluntario num país que desejava conhecer tornou essa experiência um marco em minha vida. Servir , ouvir  e respeitar todos num pais tão dividido por tantas questões étnicas, culturais, sociais e religiosas além de conhecer a realidade diária do estado de Israel sem todos os preconceitos obtidos pela imprensa internacional; desenvolver habilidades com a língua inglesa; estudar hebraico; viajar;  ter amigos em diversos países (e garantir estadia em muitos deles) e encontrar muitos irmãos brasileiros (em especial a Família da Tia Márcia Klar).

Agradeço a Deus, minha família, irmãos voluntários, Racheli Sharon minha coordenadora no kibutz, Famíla Shchori, , staff do KPC e equipe da CAEP  (Priscila, Mariana entre outros) e tantos outros amigos que fiz nesta jornada. Deus vos abençoe.

PS: Caso tenha alguma pergunta, envie um email para julius1208@gmail.com que ficarei feliz em ajudar ou compartilhar mais sobre meu voluntariado.

 

Depoimento Rafaela Gatto

Meu nome é Rafaela Gatto, tenho 23 anos e sou estudante de Agronomia na Universidade Federal de Viçosa.

Sempre fui interessada em conhecer diferentes lugares, pessoas e, principalmente, diferentes culturas.

Procurando algo que pudesse, ao mesmo tempo, servir como upgrade em meu currículo e trazer uma nova experiência para a vida, encontrei o programa de voluntariado em Israel.

A verdade é que sempre falei que um dia iria para lá, pois a forma como o país desenvolve tecnologias é incrível e me deixa fascinada. Pois bem, em dezembro de 2018 esse sonho se realizou, no dia do meu aniversário entrei no avião e fui para o outro lado do mundo para pular de cabeça na experiência que eu tanto queria.

Fui alocada em um Kibbutz localizado no sul de Israel, bem no meio do deserto, quase na fronteira com a Jordânia, para trabalhar com tamareiras. Eu não fazia ideia de como eram os tratos culturais em tamareiras, o que me motivou ainda mais por ter a certeza de que além de crescimento pessoal eu teria também crescimento profissional.

Começávamos a trabalhar às 6 da manhã e terminávamos às 15 horas, em diferentes atividades no pomar de tamareiras. O sábado (Shabbat) é dia de folga assim como para a grande maioria das outras atividades em Israel.

Os momentos de folga após o trabalho são uma boa oportunidade para a interação com os outros voluntários ou moradores/membros do Kibbutz, bem como para conhecer belos lugares nas proximidades.

Tudo era incrível. Desde as pessoas (israelenses ou não), a comida, as árvores, o Kibbutz, o nascer do sol no comecinho do trabalho...

Nos meus dois meses inserida naquela comunidade pude conviver com os mais diferentes tipos de pessoas, fazer amigos, começar a aprender hebraico, criar responsabilidades, pude vivenciar a tecnologia que eu tanto já admirava e a cultura que me conquistou.

O Programa de Voluntariado em Kibbutzim não é apenas um estágio ou um intercâmbio agrícola, não é apenas um tempo fora do Brasil... é uma etapa de muita aprendizagem e emoções que com certeza ficará marcada na memória de cada um que puder vivenciá-la.